A Esclerose Múltipla
sábado, 9 de abril de 2022
sábado, 17 de julho de 2021
As modificações que seguem com o avanço da idade se manifestam através de mudanças estruturais e funcionais e são o resultado de interações complexas de fatores intrínsecos e extrínsecos. Portanto, a compreensão destes fatores é fundamental para melhorar a qualidade de vida dos idosos.
O declínio físico apresenta-se como uma das principais características do envelhecimento e pode ser consequência de processos distintos: a senescência e a senilidade. Enquanto a senescência é o envelhecimento fisiológico do organismo marcado por um conjunto de alterações orgânicas, funcionais e psicológicas , a senilidade se caracteriza por afecções que acometem o indivíduo idoso.
A senilidade é um processo patológico e pode surgir com o envelhecimento, porém não está condicionado a ele. Portanto a senilidade acomete os idosos, mas também pode estar presente em jovens e é caracterizada pela perda de capacidade de memorização, déficit de atenção, discursos incoerentes, desorientação, perda da capacidade de controle do esfíncter anal e incontinência urinária. Com o tempo, o indivíduo senil tem sua vida limitada ao leito, esta doença também é conhecida como demência.
A senescência é um processo fisiológico e universal este fenômeno está erroneamente identificado pela idade cronológica e deve ser definido como o envelhecimento sadio, no qual há uma lenta degradação natural das funções físicas e mentais, mas que são compensadas, de certa forma, pelo organismo. O declínio físico e mental são lentos e gradativos e não tem idade definida para se estabelecer. As alterações envolvidas neste processo não são produzidas por doenças, mas são o resultado das mudanças orgânicas, funcionais e psicológicas que o envolvem.
Assim, as disfunções no organismo do idoso podem ser desencadeadas pela excessiva demanda do sistema fisiológico incapaz de supri-las ou ainda pelo surgimento de patologias.
O envelhecimento fisiológico é o efeito exclusivo da idade sobre o organismo, que modifica as funções orgânicas e mentais do individuo, e desregula o equilíbrio homeostático e, desta forma, todas as funções começam a declinar. Em situações de stress físico, emocional ou de outra etiologia, o organismo apresenta dificuldade em manter essa homeostase, manifestando uma sobrecarga funcional a qual pode culminar em patologias. Porém, em condições normais, um organismo envelhecido sobreviveria sem intercorrências.
Embora a velhice seja instituída culturalmente pela idade, as modificações que se produzem variam de forma e intensidade e são condicionadas à qualidade de vida do senescente. Desta forma, é possível encontrar indivíduos de idade cronológica igual, porém com capacidades diferenciadas.
Os fatores biológicos, psíquicos e sociais que preconizam a velhice, aceleram ou retardam o surgimento e a instalação de patologias e sintomas característicos dessa fase. Do ponto de vista fisiológico o declínio funcional está diretamente ligado ao estilo de vida que a pessoa assume desde a infância. O organismo envelhece como um todo, ao passo que as células, órgãos, tecidos e suas estruturas apresentam um envelhecimento diferenciado.
A única característica universal ao envelhecimento é a ocorrência das mudanças instituídas pelo tempo, independente do efeito deletério ou não sobre a vitalidade e a longevidade. Portanto, envelhecer não é um processo único, ele resulta da interação de processos distintos. “Não existe um ser velho mas um ser envelhecendo”
O envelhecimento é a plenificação do ciclo da vida, e a senescência deve ser afirmada e experimentada como um processo de crescimento não apenas envelhecimento e este não merece ser negligênciado ou negado. Essa condição afeta todos os seres humanos, pois o envelhecer tem seu início quando o ser humano nasce e seu término com a morte.
Os vários conceitos de envelhecimento, se diferenciam de acordo com a abordagem social, econômica e estão relacionados principalmente com a independência e a qualidade de vida do idoso. Dadas as diferentes trajetórias experimentadas, cada indivíduo vivencia a velhice de maneira única. O impacto desta nova condição é definido não somente pela idade cronológica, mas também por aspectos sociais, biológicos e psíquicos.
Não é tarefa fácil definir com exatidão a idade em que o indivíduo entra na senescência. O envelhecimento, portanto, pode ser considerado abstrato porque marca o período em que o ser humano fica envelhecido, velho ou idoso.
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